quinta-feira, 4 de setembro de 2008

PARA MEDITAR































Nossa Senhora, com o Menino Jesus em seus braços, resolveu descer à Terra e visitar um mosteiro.
Orgulhosos, todos os padres fizeram uma grande fila, e cada um chegava diante da Virgem para prestar sua homenagem. Um declamou belos poemas, outro mostrou suas iluminuras para a Bíblia, um terceiro disse o nome de todos os santos.
E assim por diante, monge após monge, homenageou Nossa Senhora e o menino Jesus.
No último lugar da fila, havia um padre, o mais humilde do convento, que nunca havia aprendido os sábios textos da época.

Seus pais eram pessoas simples, que trabalhavam num velho circo das redondezas, e tudo que lhe haviam ensinado era atirar bolas para cima e fazer alguns malabarismos.
Quando chegou a sua vez, os outros padres quiseram encerrar as homenagens, porque o antigo malabarista não tinha nada de importante para dizer, e podia desmoralizar a imagem do convento.

Entretanto, no fundo do seu coração, também ele sentia uma imensa necessidade de dar alguma coisa de si para Jesus e a Virgem.
Envergonhado, sentindo o olhar reprovador de seus irmãos, ele tirou algumas laranjas do bolso e começou a jogá-las para cima, fazendo malabarismo, que era a única coisa que sabia fazer.
Foi só neste instante que o menino Jesus sorriu, e começou a bater palmas no colo de Nossa Senhora.

E foi para ele que a Virgem estendeu os braços, deixando que segurasse um pouco o menino.


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